
A DOUTRINA DA CRIAO

         FATADB - Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil


INTRODUO

            Gnesis  o  primeiro  livro  da  Bblia,  no original Hebraico,e BERESHITH,    que  se  traduz   por   NO  PRINCIPIO, e Grego a palavra Gnesis  Genescos,que
significa,COMEO, PRINCIPIO. Foi  escrito  por  Moiss  em  1443 a.C aproximadamente, e redigido nos primeiros anos da peregrinao de Israel no deserto, quando
este patriarca  procurava  ensinar  ao  povo os fundamentos da palavra de Deus.

I - DEUS O CRIADOR

      
 1-  IDENTIFICANDO   CRIADOR   -   Antes  de  falar  dos  atos criativos  do  senhor,    preciso  conhec-lo  do modo como a Bblia o  apresenta.  Gnesis  no 
comea  com  uma  teoria ,  mais  com  o vocbulo  Deus:  No  principio  criou  DEUS  (GN 1.1). Atravs da historia  da  humanidade,  os homens tem inventado muitos 
deuses, e satans,  arquiinimigo  do  Criador, deseja  torna-se o governador ou deus do universo, a qualquer custo.

        2  - O  CRIADOR  E  A CRIAO  -  A  declarao  de  que h  um  Criador,  o qual deu vida a todos os seres vivos existentes na terra,  e  tambm  os  elementos 
animados  e  inanimados,  desfazem completamente as teorias anticriacionistas da evoluo. No hebraico, o  termo   BARAH   indica,  forma  direta ,  que  Deus   
o  criador .

        3  -  O CRIADOR E O SENHOR ONIPOTENTE - Entre os atributos de sua Onipotncia, revela-se O poder de criar, A Abrao, o  senhor  manifestou-se  como O DEUS 
TODO PODEROSO (GN 17.1).  Vrios  textos  na Bblia declaram que, Deus fez a terra pelo seu prprio poder (IS 40.21-28; 42.5;45.1218; JR10.12;27.5;51.15)

II-  TEORIAS  DA  ORIGEM  DA  CRIAO.
        
    
  1- A TEORIA DA GRANDE EXPLOSO - A partir  do   estudo de  EINSTEIN,   sobre   a  teoria  da  relatividade,  outros  cientistas acreditam  que o universo era uma 
bola imensa de Hidrognio que se expandiria  indefinidamente  e  alcanaria  distancias  quase  infinita. Eles  imaginam  que,   em  algum  tempo  indecifrvel. 
Houve  uma grande  exploso  dessa  imensa  bola  de  hidrognio . Da surgiu os mundos , as  galxias.  Na tentativa de defini as origens do Universo, procuram 
determinar a sua idade, sugerindo a cifra de 12 bilhes de anos.  De  fato,  esta  teoria  acredita na eternidade da matria, mas a bblia a refuta, quando declara 
que tudo em algum tempo comeou a existir. NO PRINCIPIO CRIOU DEUS OS CEUS E A TERA. (GN 1.1). 

2- A TEORIA DA NEBULOSA ORIGINAL- A idia bsica desta teoria    que  a  matria  foi  criada  por  Deus  e est espalhada pelo universo,  em  vrios sistemas planetrios 
desconhecidos,e inclusive, o  nosso,  no  qual  se  inclui  a  Terra. Os cientistas, seus defensores, ensinam  que  o  nosso  planeta  teria  surgido  em  estado 
gasoso de hidrognio,  e  como  os  gases  ocupam  muito  mais  espao  que os slidos,  esta  matria  original  tomaria  todo  o  espao  conhecido e desconhecido.

3- A TEORIA DA SABEDORIA ORIGINAL -  Os  adeptos  desta teoria  ensinam  que  havia,   no  principio  de  tudo  uma  substancia original  desconhecida, e dela surgiram 
os quatro elementos bsicos: A t erra,  o  ar, o fogo,  e a gua. Afirmam ainda que,  de um destes componentes   deve  ter-se  originado  a vida, ou ento de todos 
eles.

4- A TEORIA DO PANTEISMO- O Pantesmo declara que Deus e a  natureza  so  a  mesma  coisa  e  esto  inseparavelmente ligados. A idia  bsica desta  teoria   
que o Senhor no cria nada, mas tudo emana  e  faz  parte  dele. Entretanto, a  revelao Bblica no aceita, de  modo  algum, este  ensinamento,  pois  o  Cristo 
no    parte  do Universo,  e  sim  este  foi  criado  por  Ele.

5- A TEORIA DA EVOLUCIONISTA  -  Esta teoria ensina que a matria e eterna ,preexistente. A partir da mediante processo natural e  por transformao gradual, os 
seres passaram a existir. Entretanto, a  Bblia declara que Deus criou todas as coisas, isto , tudo teve um comeo.   As  provas  diretas  da  Criao,  alm  da 
Cincia ,  esto expostas  na  Bblia  em  Gnesis 1.1 

6- A  TEORIA  DA  CRIAO,  A  PARTIR  DO  NADA -  Esta talvez,  e  a mais difundida, ensinada e pregada, no meio evanglico. Ela    conhecida  pela  expresso 
latina.  Exnihito, pois declara que Deus criou tudo do nada, mediante o poder de sua palavra. Utiliza-se como  base,  para  a  afirmao  desta idia, o texto de 
Hebreus 11.3, o  qual diz que os mundos foram criados pela palavra de Deus, de maneira  que  a quilo  que v no foi feito do que e aparente. Ora entendemos  que 
aquilo  o  qual  no    aparente,  no quer dizer do nada,  mas  pode  referir - se  a  coisas  imateriais . A  expresso  No principio,  de  Gnesis 1.1  no  
se  refere  eternidade passada, mas significa o ponto inicial do tempo como conhecemos.

III - O MODO DIVINO DA CRIAO.

         1. A Criao foi um ato livre da parte de Deus  -  Existe  um falso  ensino  de que a criao do mundo foi por uma necessidade de Deus, uma autognese divina, 
para fazer valer o seu ser, como se ele precisasse  auto-confirmasse.   Uma  vez  que  se  admite  ter  sido  a criao  feita  do nada, entende-se que nada preexiste 
 ao criadora do  Senhor.  A  idia  de  que o mundo aparece como algo necessrio para  ele,  acaba  no  pantesmo,  o  qual  ensina  que  tudo  e  Deus e o  mundo 
no  pode  conceber-se  sem  o  Criador ,  nem  ele  sem  o Universo.

         Mas Deus no criou o mundo por acaso, ou por necessidade. O Universo  existe  porque  o  Criador  quer.  Ele    para si mesmo sua prpria   riqueza  e, 
portanto, a  criao  partiu dele como uma graa especial.  O Senhor e  imune de coao externa, pois no depende de nada ,  absolutamente,   e   por   isso   pode 
criar   livremente  o que deseja,   quando  e   como  quer.  Os   salmos  115.3  e  135.6  dizem respectivamente: Mas o nosso Deus est nos cus, fez tudo o que 
lhe agradou, Tudo o que o Senhor quis fez nos cus  na terra nos mares e em todos os abismos..

       2. A  criao  foi  um  ato  temporal  de  Deus  -  A  expresso inicial  de  Gnesis 1 .1  No  principio,  indica  dentro da eternidade, a   o tempo.  O 
termo  hebraico  Bereshith ,  mostra  em seu sentido literal,   que  a  palavra  principio,  refere - se  ao  inicio  da  criao. O  tempo    apenas  uma das formas 
de toda existncia criada, como afirmou  certo  Telogo.  A  declarao  de  que  a criao foi um ato temporal,   no   significa   restringir  ou  confinar.  Deus 
ao  tempo, porque  ele  est  fora  de  qualquer confinamento, restrio fsica ou mesmo  espiritual.  Na  verdade,  a lio que aprendemos na Bblia  que  o  mundo 
teve  comeo  (MT 19.45; MC 10.6; JO1.2; HB1.10).

     3  A  criao  foi  um  ato  especial  do  Deus  Trino - A forma plural  do  nome  ELOHIM  revela-nos,  no s a transcendncia do criador,  no  sentido  de 
ir  alm,  mas  acima  de tudo, o sufixo him, indica  a  pluralidade composta de divindade, ou seja, as trs pessoas o  Trino  Deus  na  declarao  inicial de Gnesis, 
entende-se que ele    o  autor da criao (GN 1.1; IS 40.12; 44.24; 4512). Nenhuma das pessoas  da  Trindade  age  com  poderes  independentes, mas,  sim o Pai, 
o  Filho  e  o  Esprito  Santo  so  autores  independentes.








A CRIAO DO MUNDO


I- O REORDENAMENTO DA CRIAO

      No  primeiro  versculo  de  Gnesis,  temos  declarado  o  ato do criador,  no  segundo  observamos  o Universo criado, antes de Deus dar-lhe forma e vida.


      1.  O  ESTADO  ORIGINAL  DA  TERRA  -   O  versculo  2 declara,  a  terra  era   sem  forma  e  vazia.  No  original  hebraico aparece como thu   wabhu, 
e da idia de um lugar ermo. O autor descreve o nosso planeta em seu estado incompleto. Alguns telogos entendem  este  texto  como  uma referencia ao ato da recriao, 
mas sem   base   suficiente   na  Bblia  para  garantir  esta  idia . Os  que defendem  esta  teoria,  ensinam  que  entre  Gnesis 1.1 e 1.2, houve um  cataclismo 
geolgico, provocado pela queda de Satans perante o Criador,  mas parece-nos que a narrativa da criao nada tem a ver com  isso  pois  se  trata de um relato dos 
atos criativos de Deus, que eliminou o caos que envolvia a terra, SEM FORMA E VAZIA.

      2.  O  ESPIRITO SANTO, A PRESENA DE EQUILIBRIO NO CAOS -  Este processo de ordenamento do caos tem a presena do  Esprito  Santo  de  Deus que pairava sobre 
a face das guas. Ele operava  sobre  a  expanso  dos  mares como ruach (hebraico), que significa,  vento,  hlito.  Seu  sopro  produz  energia  e vida criadora 
(J 33.4; SL 104.30).
O  ato  de  paira no significa que o Esprito seja alguma coisa inerte mas, sim se move, agita as guas.  algo vivo energtico, no evolutivo.  O versculo 3, 
logo a seguir indica o prximo ato criativo de  Deus  quando  diz.  Haja... .  Foi a Palavra do Criador que trouxe ordem ao caos inicial.

II  -  OS  SEIS  DIAS  DA  CRIAO

        1.  O  Primeiro  dia:  criao  da  LUZ  (GN 1.3-5) - Deus fez aparecer    luz  csmica,  pelo  poder  da  sua palavra, quando disse: Haja  Luz e houve 
Luz. Ele trouxe  existncia s coisas no vistas. O mundo estava debaixo da escurido total, mas o Criador fez surgir a   Luz ,  mesmo  antes  de  aparecer  o  
Sol.  O  ato  de  ordenar  que houvesse luz,no significa que ela no existisse antes, mas que Deus fez   surgir   no   primeiro  dia.  No  versculo  4 ,  lemos: 
Fez  Deus separao   entre   luz  e  as  trevas.  Havia  de   fato,   uma   densa acumulao  de  neblina  e  vapor,  os  quais  envolviam a terra e pro isso,  
existia  uma  total  escurido.  Quando  surgiu  a luz, as nuvens foram  vencidas  pelo  poder  da  claridade  que  se  espalhou sobre a expanso  das  guas.  No 
versculo  5,  a  luz  foi chamada, dia e as trevas noite.

       2. O  segundo  dia:  criao do FIRMAMENTO (GN.1.6-8) - Deus  faz surgir o firmamento ou expanso, referindo-se a separao das  guas  atmosfricas  das 
terrestres.  Entende-se  que  uma  vasta cortina  liquida  e  nebulosa cobria a terra e impedia que a luz solar a vencesse. Ela submetia o planeta a um juzo de 
trevas impenetrveis. Era  uma massa de gua atmosfrica que se condensava com o vapor da  terra.  Mas  Deus  estabeleceu  a separao das guas debaixo da expanso 
que   se   evaporavam ,   para   formarem   nuvens    se transformarem  em  guas  potveis.

        3.  O terceiro dia: a criao da terra, mar e plantas (GN 1.9-13) -  No  terceiro  dia da criao o Criador, depois da separao das guas,  ordenou  que 
aparecesse a poro seca, que e a parte slida deste  planeta ,  a  terra .  Alguns   gelogos   acreditam   que, originalmente,  a  poro  seca  ( GN 1.9 )  fosse 
um  s  continente. As  especulaes  acerca  deste  assunto  so muitas, mas nenhuma e sustentvel.  A  grande  verdade  e  que a parte seca, hoje disposta no planeta 
em  cinco  continentes, existe, e foi capacitada para produzir toda  a  vegetao  em  forma  de  ervas variadas que do sementes e rvores  frutferas.  Estes  
elementos  os produtos vitais da vegetao seriam  os  produtos  de  alimentos  para  a  sobrevivncia  dos  seres vivos.

        4.  O  quarto  dia:  Criao  do Sol, Lua e estrelas (GN 1.14-19)-  No  h  contradio  entre  o relato do primeiro e o quarto dia, quando  ambos  os  
textos  relativos  falam  do  aparecimento  da luz. A  diferena  e  que,  no  primeiro  dia  ( GN1.3-5 ),  Deus  ordena  o surgimento  da  Luz,  e  no quarto (GN 
1.14-19), o senhor organiza o sistema solar. Neste dia, surgem o Sol e a lua e,os astros celestes. Na linguagem   hebraica ,   os   nomes   sol   e   lua   so  
omitidos propositadamente   por   Moiss,   que   prefere   denomina-los  duas luminares.    interessante  que  eles surgiram, para vencerem o caos terrestre e 
contriburem para a produo e preservao da vida sobre a  terra.  Tudo  est  pronto   para   sobrevivncia   animal.  H  gua potvel,  comida e o ciclo das 
estaes. No versculo 14, comea, de fato ,   a   contagem   do   tempo,   pois   os   luminares   surgidos  no firmamento  celeste,  Sol  e  Lua,  fazem  a  diferena 
entre o dia e a noite.

      5 .  O  quinto  dia:  criao  da  vida  marinha e das aves (GN 1.20-23) -  As  guas  separadas  em  doces  e  salgadas, tm vida. A ordem   divina   no  
versculo   20    :   produzam   as   guas abundantemente  rpteis  de  alma  vivente.  Esta  primeira ordem inclui os animais aquticos, marinhos, e todas as 
espcies de aves. O texto  fala  de  enxame de seres viventes (V.20) nas guas e sobre a terra. Deus lanou a sua beno sobre estes seres viventes e ordenou que 
fossem  fecundos  e  se  multiplicassem  (V 22).  Est escrito no versculo  23  que,  houve tarde e manh. Esta escritura tem gerado polemica   aos   estudiosos 
.   Alguns   interpretes   ensinam   que   a referencia   aqui     um  dia  de  Deus  e  no  ao  comum ,  limitado por   minutos  e  hora .   Entendem  que  o 
comeo  de  cada  ato  da Criao    chamado  Manh  e   a  concluso   e  chamada   tarde.

      6.  O  Sexto  dia : criao da vida animal e humana (GN 1.24-26) _ Percebe-se  neste  dia,  que  Deus  criou  trs  tipos distintos de seres:   Gados,   uns 
tipos   de   animais  mansos,  o  qual  pastam  e andam   juntos;  rpteis  que rastejam,  como  as  serpentes  e  outros invertebrados;  feras;  aparecem por ultimo 
no versculo, e referem - se   aos  animais  selvticos;  lees,  tigres   e  outros  carnvoros. No versculo  25,  afirma-se  que  Deus  criou  estes  animais, 
cada qual segundo  a  sua  espcie. 





A CRIAO DO HOMEM


I   -   OS   DOIS   RELATOS   BBLICOS   DA   CRIAO  DO HOMEM


     1.  O  primeiro  relato  sobre a criao do homem- Encontra-se em  Gnesis 1.26.27.  Neste texto, esta declarado a ordem criativa da Trindade ,   quando   diz: 
Faamos   o   Homem .   A  despeito  da importncia   teolgica   que   se  d   ao  faamos ,   para  denotar  a participao Triunica da Deidade, o fundamental, 
nesta passagem, e a  palavra  BARAI  (hebraico),  do  versculo  27,  que   quer  dizer. Criou. Deus o fez do p da terra, mas sua criao foi um ato divino. Ele 
foi  feito especial e diferente da vida vegetal, aqutica e animal.

     2 . O  segundo relato  da  criao  do  homem - Encontra-se em Gnesis  2 .4 - 8. Neste  relato  histrico,  temos  alm  da criao do homem ,   tambm  a 
descrio  da  origem  da  mulher  Enquanto  a primeira narrao se preocupou mais em mostrar a ordem da criao e  a  deciso  da  Corte  Divina,  em  criar  o 
homem  a  sua  imagem e semelhana,  o segundo relato apresenta a sua efetivao. No texto de Gnesis 2.7,  temos  a  seguinte  declarao:  E formou o senhor Deus 
o homem do p da terra, e soprou em seus narizes o flego da  vida,  e  o  homem  foi  feito  alma  vivente.

    3.  A  criao da mulher- no segundo relato da criao, podemos destacar, no texto de Gnesis 2.18-25, a formao da mulher. Depois de  Deus ter criado Ado. 
Ele tambm fez Eva em Gnesis 1.27, esta escrito,  macho  e  fmea  os  criou.

II -  TEORIAS   ANTIBIBLICAS   SOBRE   A   CRIAO  DO HOMEM.

    1.  A  teoria  evolucionista - esta teoria apresenta o homem como um ser que evoluiu de uma ordem inferior, no mundo animal. Ensina que  esta  evoluo  resultou 
de  sucessivas  alteraes   nas   formas materiais,  devido  s  foras latentes que existem na ,matria, Mas a Bblia refuta esta teoria, quando declara que:(1) 
a origem do homem resultou  de  um  ato  criativo  de  Deus,  (2)  o  ser  fsico do homem tambm    resultado  de  um  ato  criativo  de  Deus,  que  utilizou 
a matria  j  existente  afar  (hebraico),  que  significa p da terra, o homem hoje, tem a mesma estrutura fsica e espiritual do dia em que foi  criado,  (4) 
o  homem  foi  tirado  da terra e est destinado a ela, depois  da  morte (EC 12.7). (5) o homem no e  evoluo natural da terra,  pois  ele  foi  planejado.

     2.  A  teoria filosfico-materialista- Sigmund Freud, que lanou esta   teoria,   era   ateu,  filsofo  e  psicanalista.  Ele  enfatizou,  em seus  argumentos, 
a  idia  de  que  o homem, em sua vida biolgica e  psicloga,  tem como base a formao de sua personalidade e seus instrumentos  naturais.  Afirmou  ele  que 
coisas,  como sexo, fome, sede, segurana e prazer, so presses que determinam as aes e os padres da vida.  Os versculos de Gnesis 1.27-28 nos afirmam que 
todos  os  seres  vivos,  tanto  no mundo animal como vegetal, foram feitos  de  acordo  com o seu gnero e espcie e com a capacidade de se   reproduzir   por  
geraes   sem   fim.   Deste   modo,   podemos testemunhar   que   as  diferentes  famlias  de  animais  e  plantas  se conservam,  desde  sua  criao,  at  
o  dia  de  hoje.

III   -   VERDADES    FUNDAMENTAIS   DA   HISTRIA  DA CRIAO

        A histria da criao tem seu fundamento na revelao de Deus ao  homem.  Por  causa  do  pecado,  o  ser  humano se tornou vtima do engano e da mentira 
de Satans. As teorias levantadas por mentes incrdulas  e  permisiosas  procuram  a  ofuscar  o  fato da criao. O RELATO Bblico no se baseia em teorias, mas 
fatos revelados pelo prprio.  Deus.  Por isso,  algumas  verdades fundamentais acerca da criao precisam ser ensinadas e no meramente informadas.

     1.Houve um propsito divino na criao - As criaturas revelam que  a  criao  do mundo no foi obra do acaso.Deus o criou com os seguintes  propsitos:

                   a)   Para  sua  glria,  conforme  alguns   textos  Bblicos declaram:  Salmo 19  saias 43.7; 60.21; 61.3;  LC 2.14.

                   b)    Para   satisfao  de  sua  vontade:  Efesios  1. 5,6,9; Apocalipse  4.11.

                   c)    Para  a  honra   pessoal  de  Jesus  Cristo,  seu  filho: Colossenses  1.16  e  Hebreus 2.10.

   
  2.  Houve  e  h  um  fim  na  criao  -  O  prprio Deus Criador. Qual  a  finalidade  de  Deus  ter criado o mundo? A resposta est no fato  de  que  a  criatura 
no  existe  por si prpria, a no ser pelo ato criador  de  Deus.  Ele  no  depende  da  criatura,  mas  esta  precisa dele.  Portanto,  seu destino submete-se 
ao que seu Criador dispuser. Ento,  interroga - se:  Por  que  Deus  criou todas as coisas? Por que existe   o  mundo?    O  homem?    Estas  perguntas  tm  uma 
nica resposta:  deus  criou  tudo, porque  livre para criar, e seu propsito baseia-se  no  fato  da  eterna  bondade  que  Ele  manifesta  para sua criao. Ao 
criar  o  mundo,   no   significa  que  Ele  precisasse  de alguma  coisa  para  si,  j que Ele possui tudo (JO 22.1-3). Ele criou todas  as  coisas  para a sua 
glria (SL 18.2-5; IS6.3). No conceito de Freud, a natureza do homem no se relaciona com o sobrenatural, no caso, Deus.  Para  ele,  a  idia  de uma relao do 
Criador com o ser humano   imprpria e inexistente, pois o mesmo v o homem como uma  criatura  egocntrica, voltada apenas para as suas necessidades, sem qualquer 
comunho com um ser supremo.Acreditava ele que, ao morrer o homem, nada mais resta.

      3 .    A  teoria   do   humanismo   cientifico   -   As   fontes   de informaes,  para os adeptos desta teoria, sobre a natureza e origem do  homem,  esto 
na  Biologia,  Psicologia  e  Medicina.  Para  esta escola  de  pensamentos,  o  homem    um produto evolucionrio da Natureza, sem a menor possibilidade de imortalidade.


III - O ENSINO DA BBLIA SOBRE A ORIGEM DO HOMEM

       1.  A  biforme natureza do homem - O homem foi criado com uma  biforme  natureza, material e imaterial. A primeira foi formada do  p  da  terra   (GN 2.7) 
e  a  segunda  outorgada  diretamente  do criador.  O  sopro  divino nas narinas do homem concedeu-lhe a vida fsica  e  espiritual.

           A  vida  imaterial  do  homem  representada pela alma e pelo esprito.  Prem,  esta  dupla  natureza do  homem  representada por uma  tricotomia,  
que  se  constitui,  na parte material, pelo corpo, na imaterial,  pela  alma  e  pelo  esprito  (I TS 5.23).

        2.  A  tricotomia  do  homem   (I TS 5.23; Hb 4.12)  -  O  termo tricotomia  significa  aquilo  que    dividido  em  trs,  ou  que se divide  em  trs 
(tomos).  Em relao ao homem, referem-se as trs partes  do  seu  ser:  corpo,  alma  e  esprito. H divergncias neste ponto   daqueles   que  entendem   o  homem 
como   apenas  um  ser dictomo,  ou  seja,  que se dividem em duas partes, corpo, alam ou esprito.

            Os  defensores da dicotomia do homem unem alma e esprito como  uma  s  parte  e,  s  vezes,  como  se  fossem  uma  s coisa, Entretanto, parece-nos 
mais aceitvel o ponto de vista da tricotomia. Este  conceito  cr  que  o  homem  p  uma  triunidade  composta  e inseparvel.S a morte fsica  capaz de separar 
o corpo de sua parte material.

           a)  O  corpo.    a  parte  inferior  do  homem que se constitui de   elementos   qumicos   da   terra   como   oxignio ,  carbono , hidrognio,nitrognio, 
clcio, fsforo, potssio,enxofre, sdio, cloro, iodo, ferro, cobre, zinco e outros elementos em propores menores. Porm, o  corpo, com todos estes produtos, sem 
a beno divina  de nfimo  valor.

            b)  A  alma.  preciso saber que o corpo sem a alam  inerte. Ela  precisa  dele  para  expressar  sua  vida  funcional  e  nacional.  identificada, 
no  hebraico  do  Antigo Testamento por NEPHESH e no  grego  do  Novo  Testamento  por  PSIQU.

            c)   O  esprito.   No   hebraico      RUACH   e   no  grego  PNEUMA. O esprito do homem no  um simples sopro ou flego, mas  tambm  vida  imortal 
(EC 12.7;DN 12.2;LC20.37;I CO15.53). Ele  o principio ativo de nossa vida espiritual, religiosa e imortal.  o  elemento  de  comunicao  entre  Deus  e  o  homem. 
Certo autor cristo  escreveu  que  o  corpo,  a  alma  e  o esprito constituem a base real dos trs elementos do homem: conscincia do mundo externo,  conscincia 
prpria  e  conscincia  de  Deus.

IV   -   AS   FACULDADES   DISTINTAS   DO   HOMEM

         1 .  As  faculdades  do  corpo  -  So  cinco  as  faculdades principais,  as  quais  se  manifestam  atravs  do  corpo, viso, audio,  olfato  e  tato. 
Ainda  que  sejam  distintas  umas das outras,  elas  no  atuam  independentes do comando da alma. So  denominadas  de instintos naturais ou sentidos corporais, 
os  quais recebem impresses do mundo externo, transmitidas pelo  crebro, atravs do sistema nervoso.  da que partem as ordens  para  todas   as   partes  do 
corpo.  Os  sentidos fsicos obedecem  s  leis  naturais  que esto no ser humano. So elas que regem as atividades do corpo.

           2.   As  faculdades  da  alma   -  So  trs  as  faculdades  ou qualidades  da  alma,   pelas  quais  elas  se  manifestam:   intelecto, sentimento  
e  vontade.
            O  INTELECTO  ( GN 1.28;2.19,20 ).    a  parte  da  alma que   pensa,  raciocina,  decide,  julga  e conhece. ele que recebe os conhecimentos:    Trs 
outras  manifestaes  lhe  so  peculiares:  a imaginao ,    memria   e   razo.  Com  a  primeira,   o   homem   capacitado  a  idealizar  e projetar. um 
processo do pensamento que habilita  o  ser  humano  a construir imagens,  atravs  do  raciocnio. A  segunda    outro  atributo  do  intelecto  que  capacita 
o homem a guardar  em  seu  crebro os fatos passados e presentes. Ela retm os conhecimentos  adquiridos  e  os  traz    lembrana.  A terceira  um atributo  
do   intelecto   que   leva  o   homem   a   pensar,   julgar   e compreender   as   relaes   entre   as   coisas ,   distinguir   entre   o verdadeiro   e  o 
falso,  o  bem  e  o  mal.
             O SENTIMENTO - Faz o homem um ser emotivo. Ele no    uma   mquina   insensvel,   pois   pode   sentir   todas as grandes emoes,   como   alegria, 
gozo,   paz,   prazer,   tristeza, descontentamento, pesar e dor.
              A   VONTADE    -    Se   expressa   como   resultante   das influencias  do  intelecto  e  dos  sentimentos.  Ela  obedece s foras emotivas  e  intelectuais 
da  alma.
              3 -  As faculdades do esprito - Duas faculdades principais se  destacam   com abrangncia sobre outras qualidades importantes, as  quais  so  F 
e  conscincia . Elas  identificam o ser religioso do homem.   Podemos   chamar    natureza   espiritual,   da   qual   o  ser humano  dotado especialmente para 
uma perfeita comunicao com Deus.  Os  sentidos  fsicos  e  psicolgicos  tornam o homem um ser terreno  e  racional,  mas  os  espirituais  o  tornam  um  se 
r especial.
             4.  A  faculdade  da f-  uma qualidade do esprito humano que  expressa  a  religiosidade  do  homem e o torna capaz de adorar, reverenciar,  louvar 
e orar a Deus, o Criador. No se trata de um tipo de  f  adquirida  ou ensinada, mas e uma forma inata que nasce com qualquer  ser  humano. Ela nos estimula a buscar 
a Deus e comungar com  Ele.
              5 -  A  faculdade da Conscincia-  a lei moral e espiritual, no  o  homem,  que  aprova  ou desaprova as suas aes.  a intuio que  o  esprito 
tem  dos  atos  e  estados do ser humano em sua vida cotidiana .  A  conscincia  no  est  sujeita    vontade,  e  nem  aos sentimentos  da  alma.

     


CONCLUSO
Aps   estudarmos   as   faculdades   do   corpo,   alma   e   esprito, conclumos  que  o  homem    a  obra-prima  da criao e no uma simples manifestao da 
natureza. Como querem os evolucionistas, descompromissados  com  a  verdade  Bblica

            
          
       

Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil

             PROVA DE DOUTRINA DA CRIAO


Nome do aluno: ________________________________________
Matricula n ____________data da Prova __________________


1 - Qual  a diferencia  entre o Criador e a Criao?
R. ____________________________________________________
     ____________________________________________________
2 - Qual  a teoria da origem da criao ?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
3 - Qual  a teoria da sabedoria original ?
R. ____________________________________________________
     ____________________________________________________
4 - Qual  a teoria de evolucionista ?
R. ____________________________________________________
     ____________________________________________________
5 - Como foi o modo divino da criao ?
R. ____________________________________________________
     ____________________________________________________
6 - A Criao foi um ato especial de Deus ?
R. ____________________________________________________
7 - Qual  o estado original da terra ?
R. ____________________________________________________
     ____________________________________________________
8 - Qual so os dois relatos Bblicos da Criao do Homem?
R._____________________________________________________
    _____________________________________________________
